sexta-feira, 20 de novembro de 2020

GLP | Surto

Em tempos de pandemia, o Grêmio Literário Patrulhense - GLP mantem-se ativo. Recentemente, os membros foram convidados a escrever sobre imagens que foram sorteadas entre eles. Eis minha contribuição.


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Adeus, Cultura!



Pessoal, hoje (16), eu me exonerei da Prefeitura de Santo Antônio da Patrulha, onde atuei por quase quatro anos junto à Secretaria da Cultura, Turismo e Esportes. Achei correto fazer um textinho de despedida e de prestação de contas.

Foi um período de muita aprendizagem, trabalho, burocracia e realizações. Logo no início da gestão, em 2017, contribuí para a criação do Conselho Municipal de Políticas Públicas de Cultura, do Plano Municipal de Cultura e do Sistema Municipal de Cultura. Isso possibilitou que o município solicitasse recursos junto ao estado e à união. De lá até hoje, atuei como presidente do conselho mencionado, realizando reuniões mesmo em tempo de pandemia (de forma virtual, claro).

Atuei, também, na busca de recursos, junto ao governo do estado, para incentivo às manifestações culturais locais. Neste sentido, o município foi contemplado com R$ 100 mil que, com a contrapartida municipal, resultou em R$ 117 mil divididos em quatro partes para as seguintes áreas: música, teatro, dança e literatura. Os projetos contemplados no edital local estão em desenvolvimento.

Amante da literatura que sou, contribuí para a realização de três edições do Recital Versos para Santo Antônio, durante a Semana do Município. A quarta somente não correu devido à pandemia.

Fui fiscal do contrato de aquisição de bens para a Praça CEU (hoje chamada de Estação Cidadania – Cultura pelo governo federal). Assim, diversos itens foram comprados para o local, incluindo equipamentos de som, iluminação, computadores e livros. Fica, agora, o compromisso dos gestores seguintes de colocar o local em funcionamento definitivo.

Na área do patrimônio, ajudei a criar o curso “Educação Patrimonial: redescobrindo a cultura patrulhense”, o qual está em fase de licitação e foi conseguido graças a recursos do governo do estado (R$ 25 mil) mais a contrapartida municipal de R$ 4 mil.

Participei, como titular ou suplente, de vários conselhos municipais, a exemplo dos cinco vinculados à Secretaria da Cultura, Turismo e Esportes, bem como do Conselho de Meio Ambiente, do Conselho da Criança e do Adolescente, etc.

Com relação aos eventos Raízes e Raizinha, dei a ideia de, ao invés de serem feitas somente impressões das obras literárias que sintetizam ambos, que fosse criado um site, onde elas pudessem estar à disposição do público em geral. Com isso, em breve, os eventos realizados em 2019 estarão online (a publicação ocorre, normalmente, um ano após o evento presencial). A pesquisa, a partir de agora, será bem mais fácil.

Ajudei a buscar o recurso de R$ 338 mil da Consulta Popular para revitalização da Avenida Borges de Medeiros, literalmente, indo às ruas colher votos com meus colegas. Brevemente, iniciarão as obras na via mais charmosa da cidade, sem, claro, haver alterações no patrimônio histórico.

Recentemente, contribuí, ainda, para a regulamentação da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc no município, a qual viabilizará, em forma de subsídios e prêmios, R$ 315 mil para trabalhadores da cultura e espaços artísticos.

Enfim, foram muitas as ações em, como eu disse, quase quatro anos de atuação. Fica enfadonho listar tudo aqui. Afirmo, com plena convicção, que, se não fosse a buRRocracia, eu teria feito muito mais.

Agradeço ao partido MDB por minha indicação, bem como ao prefeito Daiçon Maciel da Silva pela aceitação de minha pessoa ao cargo de Diretor de Cultura. Desejo sucesso a quem fica na secretaria, assim como aos gestores da próxima administração. Agradeço, também, a todas as entidades municipais com as quais lidei neste período cultural, todas ávidas por desenvolvimento da área na cidade. Para não me esquecer de nenhuma, não farei citações. Por fim, agradeço aos colegas de trabalho que, como diz Eliana Cunha, formaram uma “pequena grande equipe”. Dos colegas, alguns se tornaram grandes amigos. Certamente, serão amizades levadas para muito tempo.

Como gestor, dou adeus à Cultura (no caso, à secretaria). Entretanto, jamais darei adeus à educação e à cultura, grandes áreas pelas quais sou apaixonado.

Até!


quinta-feira, 20 de agosto de 2020

LÍNGUA PORTUGUESA | Entrevista no site da Pragmatha Editora

Sandra Veroneze, da Pragmatha Editora, fez uma entrevista comigo sobre o livro Guia de regras de língua portuguesa para escritores. Nela, eu falo sobre o fato de as pessoas acharem nosso idioma difícil, como pode ocorrer a correção de textos literários, dentre outros assuntos. Confira clicando aqui.


domingo, 16 de agosto de 2020

LÍNGUA PORTUGUESA | Mais um filho a caminho!

Sim, em parceria com a Editora Pragmatha, mais um filho está a caminho, no caso, outro livro. Agora, o foco é a língua portuguesa, mais precisamente, um guia de regra para escritores.

Para conferir tudo sobre a obra, basta clicar aqui.

Em breve, divulgarei uma entrevista que a Sandra Veroneze, da Pragmatha, fez comigo sobre o livro.





sexta-feira, 1 de maio de 2020

OPINIÃO | Enfim, a valorização da EaD!


Veio a pandemia, e fomos obrigados a praticar o distanciamento social. Com isso, todas as áreas foram afetadas, mas, talvez, a que mais soube lidar com isso foi a educação. O ensino a distância tornou-se o único meio de dar continuidade às práticas escolares/acadêmicas.

Certamente, você já ouviu alguma posição contrária à educação a distância. Algo do tipo: “EaD não presta, quero aula com o professor na minha frente”. Muito preconceito existiu acerca de tal modalidade de ensino. Boa parte disso se deve ao fato de que as pessoas não são (ou não querem ser) autônomas em seus processos de aprendizagem. Depositam isso em outra pessoa (o professor), que tem a missão de, presencialmente, fazer com que aprendam algo. Finalmente, em 2020, vimos que não é bem assim.

Minha experiência com a EaD começou na UNISINOS, em minha graduação em Letras, em 2000 e “alguma coisa”. Havia o AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem. Lembro que, quando isso surgiu, eu logo me matriculei nas disciplinas que seriam ofertadas a distância. Confesso que, de início, minha intenção era baixar o gasto com transporte: quanto mais disciplinas a distância, menos passagens para ir à universidade. Porém o fato é curti a modalidade. Para mim, é muito tranquilo estudar de casa, fazer meus horários, doutrinar-me para isso. Depois da graduação, fiz pós-graduações a distância e atuei como tutor em cursos também a distância. Ou seja, são anos atuando como aluno, tutor ou professor em EaD. Além disso, eu criei dois blogs (um para Inglês e outro para Literatura) para usar com meus alunos, quando eu ainda estava na educação estadual, em tempos em que as ferramentas do Google for Education não existiam.

Com base nessa vivência, penso que há a necessidade de as pessoas perceberem que a educação a distância não é tão a distância assim. Nos cursos dessa forma, há a presença de tutores a distância (normalmente, responsáveis pelos conteúdos) e tutores presenciais (que são os que, de fato, mantém contato, digamos, mais próximo com os alunos, os quais, portanto, não ficam desamparados).

Em 2020, o Brasil precisou usar a EaD de forma quase que massiva. Ela saiu dos bancos universitários e passou aos escolares, pois os professores precisaram oferecer conteúdos e práticas aos discentes, a fim de que a educação não parasse. Claro, ficou pesado para os docentes, pois eles viraram You Tubers, necessitaram aprender a usar certas tecnologias, para que suas aulas continuassem a ocorrer. Todavia isso é ruim? Evoluir nas ferramentas educacionais? Penso que não. É difícil adaptar-se a isso? Sim, é, mas é, também, necessário, pois a figura de um ser escrevendo num quadro, “empurrando” conhecimentos, não deve mais ser a ideal. Não estou dizendo que tal prática seja abolida, mas sim que seja complementada com outras mais, como é o caso das ferramentas da educação a distância.

O ano de 2020 mostrou-nos que a EaD veio para ficar. Mostrou que, se o sistema educacional não investir em tal modalidade, estaremos fadados a perpetuar um modelo de séculos atrás. Precisamos evoluir, precisamos educar melhor, precisamos não depender tanto de atividades presenciais. Que o momento atual sirva de aprendizado a todos, alunos e professores, e que o preconceito acerca da EaD seja superado.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

RIVAIS | De graça!

Antes tarde, do que nunca!

Prometi para 2019, não consegui cumprir. Mas 2020 chegou e, com ele, veio também o livro “Rivais”. E o melhor: totalmente gratuito, é só baixar. Aproveitem!

A propósito: quem são os/as rivais de vocês?

Clique aqui para baixar a obra.

Sinopse:
Davi e sua mãe, Isabela, têm uma vida conturbada devido a uma doença incurável e a problemas inevitáveis de relacionamentos. Embora sempre tentem recomeçar e ter uma vida tranquila, fantasmas do passado não permitem tais ações. Além disso, a ocorrência de uma morte desencadeia surtos terríveis. Às vezes, somos rivais de nós mesmos...



quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Sobre 2019 + 2020 + família

Neste dezembro que se foi, optei por não escrever retrospectiva como eu costumava fazer a cada ano. Não quis revelar intenções, resoluções, planos, tecer promessas... Isso porque, num piscar de olhos, tudo vai por água abaixo, ainda mais quando se tem uma morte na família. O textinho abaixo é bem simplório, foi colocado nas redes sociais. Simplório, porém ressalta o que mais importa: a família.

2019 não foi um ano bom para mim em vários setores, em especial, no familiar, pois houve o falecimento de meu querido pai, Darci, no mês de novembro.

No entanto, a vida segue, e espero poder conduzi-la de forma satisfatória em 2020, a fim de que as coisas boas se destaquem perante as ruins. É preciso haver positividade. É preciso ser feliz.

Bom ano novo a todos, principalmente ao meu núcleo familiar, minha mãe, Leda, e minha irmã, Márcia. Que possamos, agora como trio, encarar e vencer os desafios.


terça-feira, 24 de dezembro de 2019

CRÍTICA | Divagando com Sissi e Sinara Foss


No final deste semestre, na disciplina "Literatura de Autoria Feminina", que integra a grade curricular da minha nova pós-graduação (Língua, Literatura e Ensino: Teoria e Prática, da FURG), fomos instigados a escrever um artigo sobre alguma autora. Claro que escolhi uma conterrânea: Sinara Foss. O foco da análise foi a coleção "Em busca de um mundo melhor", que conta as divagações e aventuras da cachorrinha Sissi. Confiram:

Mais do que encontro, literatura é a palavra artisticamente empregada. E isso a escritora gaúcha Sinara Foss faz com maestria. Conheço Sinara pessoalmente há, pelo menos, dez anos. No entanto, tive contato com suas obras antes disso. De seus escritos, os que mais me chamam a atenção são os cinco volumes da coleção “Em busca de um mundo melhor”, sobre os quais passo a discorrer.

Sinara Foss nasceu no interior de Santo Antônio da Patrulha, na localidade de Taquaral, em 1969. Escreve desde criança. Em 1996, lançou seu primeiro livro, “Memórias de um cachorro velho”. Por gostar muito de animais, além de vegetariana, ajuda a ONG Animal Shelter, sendo uma das fundadoras da mesma, em 2013. Sua paixão por animais, por certo, influencia sua produção literária que, por vezes, pode se confundir com literatura infantil apenas, mas não o é.

Em 2010, é lançado o livro “Divagações de Sissi”. A obra conta a história da cachorrinha Sissi e sua turma de cães e gatos que estão juntos em uma aventura que mescla diversão, crítica e um profundo respeito à vida. O primeiro livro da coleção “Em busca de um mundo melhor” tem como um dos objetivos o entretenimento, na medida em que foi escrita com uma linguagem descontraída, que agrada tanto adultos como adolescentes e, inclusive, crianças. Outra pilastra da obra é a promoção de consciência quanto à importância de se cuidar bem dos animais e do meio ambiente. O livro é escrito em primeira pessoa pela personagem Sissi, ou seja, há a personificação da cachorrinha. É um romance misturado com fábula. Vejamos um trecho:

As pessoas, ao julgarem os animais inferiores e que a única serventia é para serem comidos, usados em pesquisas ou usados como roupas, com seus couros e peles, estão fazendo como os nazistas, que tanto mal fizeram e que ainda hoje envergonham a humanidade por esse crime tão hediondo! Vocês sabem o que é hediondo? É algo grande, grande demais! (p. 56).

Como se nota, há referência a fato histórico que não é de conhecimento de tenra idade, o que mostra a possibilidade de leitura da obra pelo público adolescente e adulto.

A coleção continua com “Sissi e sua turma no futuro” (2011). A turma, agora, viaja para o futuro e depara-se com um mundo muito diferente. Neste novo romance, Foss levanta um tema importante e urgente: a preservação do meio ambiente e das espécies animais e vegetais. O livro deixa um questionamento grande ao leitor: que mundo estamos deixando para as futuras gerações?

No mesmo ano (2011), surge “As divagações continuam”. Nele, a narradora Sissi conta episódios divertidos de cães e gatos que conhecemos nos livros anteriores da série, ou seja, o tom é mais ameno. Todavia Sissi também fala sério e desabafa sobre assuntos importantes que a preocupam, como o abandono de animais e os maus tratos que eles sofrem todos os dias, daí a importância da posse responsável e da castração dos animais de estimação.

“Sissi na África” veio em 2012. A simpática turma desembarca na África, mais precisamente, em Kibera, a maior favela do mundo. O livro apresenta uma abordagem um pouco diferente dos anteriores, mas a mensagem é a mesma: que devemos nos colocar no lugar do próximo, seja ele de que raça, sexo, ou espécie for.

Por fim, anos depois, em 2016, Foss escreve o livro que mais me tocou: “O entardecer de Sissi”. Ela teve uma vida longa e rica; alegrou a família com quem viveu, os amigos que a conheceram pessoalmente ou apenas de longe, os leitores que foram tocados por sua história. Entretanto, chegou o momento de sua morte, tanto nos livros, como na vida real. Sim, os personagens personificados de Sinara Foss, de fato, existem ou existiram: Trata-se de seus bichinhos de estimação. O fim de Sissi é ilustrado por este trecho:

“Eu paro a luta por aqui, amigos. Não pensem com isso que desisti. Não. Não cansei de lutar. Se tivesse saúde, eu permaneceria aqui com vocês por muito mais tempo. Mas nosso corpo, diferente de nosso espírito, não é eterno. Minha hora está chegando, eu sei, eu sinto. Logo, muito em breve, sairei da vida e entrarei para a história” (p. 94).

O livro tocou-me não só como leitor, mas também como educador, eis que tive o prazer de abordá-lo em sala de aula quando trabalhei questões ambientais com meus alunos durante o já “extinto” Ensino Médio Politécnico, no Rio Grande do Sul. Perceber que se consegue fazer com que discentes leiam prazerosamente é algo fantástico, pois damos novo sentido à disciplina de Literatura na escola, não sendo a mesma apenas para períodos literários e classificações.

Além de ser uma voz feminina na literatura, Sinara Foss é uma voz pelos animais e pela educação ambiental, temas tão negligenciados no Brasil atual. Ela é representativa, e espero que seja mais ainda a partir de suas obras e de seu site (http://www.artistasgauchos.com.br/sinarafoss). Ler Foss é ter um encontro com a preocupação na vida futura. Literatura feminina, às vezes, é confundida somente com história de amor, fragilidade e submissão. Não é o que ocorre aqui.

Feminina, ambientalista, didática e significante: essas são minhas palavras para a literatura de Foss.

Referências

FOSS, Sinara. Divagações de Sissi. Porto Alegre: Pragmatha, 2010.
___________. Sissi e sua turma no futuro. Porto Alegre: Evangraf, 2011.
___________. As divagações continuam. Porto Alegre: Evangraf, 2011.
___________. Sissi na África. Porto Alegre: Evangraf, 2012.
___________. O entardecer de Sissi. Porto Alegre: Pragmatha, 2016.

sábado, 26 de outubro de 2019

LEMBRANÇAS | Contos


E lá se vão 10 anos que comecei a escrever e publicar tais escritos. As primeiras duas obras, bem pequenas por sinal, foram de contos: "Graças às desgraças", em 2009, e "Do começo", em 2010.

Minha editora, Sandra Veroneze, escreveu sobre o primeiro livro: “Após dedicar-se vários anos à produção de contos e poemas, publicando-os em meio eletrônico, chega às prateleiras seu primeiro livro: Graças às desgraças. Editada pela Pragmatha, de Porto Alegre, a obra está sendo lançada de forma independente e reúne 14 contos que retratam de maneira engraçada pequenas desgraças do cotidiano. Tratam de expectativas, frustrações, desgraças e ironias humanas, demonstrando a multiplicidade de motivações, leituras de realidade e possibilidade de respostas às pequenas desgraças do dia a dia. O tempero se dá pela maneira objetiva como sentimentos nada nobres são evidenciados”.

Veroneze também escreveu sobre a segunda obra: “Do começo é uma coletânea de contos inspirados no cotidiano, dividida em duas partes. Na primeira (O amor) o autor apresenta estórias de amor não necessariamente felizes e, às vezes, inacabadas. Por isso, o título do livro. Na segunda parte do livro (A desgraça), o autor volta ao tema de sua primeira obra (Graças às Desgraças) com doses de bom humor. Os contos de Márnei contam com um ritmo fluido, gostoso de apreciar. A multiplicidade de personagens e sua riqueza psíquica tornam cada texto uma leitura única, deixando o leitor satisfeito com os desfechos, mas ávidos por novas estórias”.

Bons tempos os em que eu sonhava em viver de literatura... Que bom que a gente amadurece e percebe que a vida não é fácil... Hehehe... Escrever, para mim, tornou-se um hobby. Entretanto, é muito prazeroso.



quarta-feira, 2 de outubro de 2019

LEMBRANÇAS | O fim era inevitável


Continuando as postagens da aba "Lembranças", é hora de encerrar a história das rivais. Eu peguei o gosto pela coisa. A palavra "rivais" estava muito presente em meus escritos, e a criatividade estava a mil. Então, em 2017, nasceu "O inevitável fim das rivais" (editora Pragmatha).

Isabela e Davi, agora, estão numa cidade pequena, onde tentam recomeçar suas vidas. Ele está crescido, independente e precisa lidar com a doença da mãe, sendo responsável por seus cuidados. Obviamente, as coisas não são fáceis para ambos, como pensavam que seriam por estarem no interior. Ocorrem mais devaneios, dificuldades, romances confusos e uma morte.

Com relação à morte, claro, só se conhece a pessoa assassina no final. O leitor tem mais de um suspeito. Descobre-se, ainda, que o filho também tem uma doença. O final não é feliz e, certamente, poderia ser desdobrado em outra história/obra, mas decidi encerrar a série (sim, passei a chamar os livros de "Série Rivais", com três volumes: 2015, 2016 e 2017).

Mais uma vez, quis um ensaio fotográfico para ilustrar capa e contracapa. E o fotógrafo Édipo Mattos mudou de posição, ficando na frente da lente, a fim de encarnar o personagem Davi. Ficou excelente.

"Márnei, aparecem escada e tesoura no livro. É por causa da Nazaré Tedesco?" Sim, gente, a icônica personagem de Renata Sorrah na novela "Senhora do Destino" serviu de inspiração para algumas coisas. Deus sabe o quanto eu curto essa personagem e o quanto me divirto com as montagens envolvendo-a na internet.

É isso, povo. "A Série Rivais" constituiu, talvez, meu período de maior criatividade e desejo de escrever. Já prometi, há alguns meses, que faria uma versão completa, incluindo as três obras, com uma linha cronológica bem fácil. Isso está pronto e será disponibilizado na internet de graça em breve. Há nova diagramação, e o formato de e-book gratuito ajuda bastante, né? Portanto, aguardem.