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terça-feira, 28 de abril de 2026

E-BOOK | Escreva melhor já!

Apresento-lhes um e-book bem simples, direto, eficaz e barato: "Gêneros Literários na Prática". Ele coloca, como o nome diz, a disciplina de Literatura em prática, saindo da pura teoria. Você (aluno, professor, escritor ou amante da leitura/escrita) será capaz de analisar e produzir textos facilmente com ele, eu prometo!Para quem não sabe, os gêneros literários são o lírico, o narrativo e o dramático. Na obra, há breves explicações sobre como eles são, bem como exercícios de análise e escrita de textos, isto é, as mãos vão à obra de fato.

Para adquirir o e-book, clique aqui.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

LITERATURA ACESSÍVEL | Baixe a obra "Rivais" gratuitamente


A série "Rivais" foi escrita por mim em três pequenas partes: "O estranho caso das rivais" (2015), "O intrigante jogo das rivais" (2016) e "O inevitável fim das rivais" (2017). Em 2019, tive a ideia de unir tais partes numa obra única, intitulada apenas "Rivais".

Sinopse:
Davi e sua mãe, Isabela, têm uma vida conturbada devido a uma doença incurável e a problemas inevitáveis de relacionamento. Embora sempre tentem recomeçar e ter uma vida tranquila, fantasmas do passado não permitem tais ações. Além disso, a ocorrência de uma morte desencadeia surtos terríveis.

Ficou curioso? Então, baixe a obra gratuitamente, clicando aqui.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

CONTO | Volta às aulas

Na segunda-feira em que o filho voltou às aulas da educação infantil, Martha acordou antes do despertador. Não por amor à rotina, mas por alívio. Preparou o café com uma alegria doméstica quase indecente, cantarolando enquanto cortava o pão em fatias tortas. Vestiu o menino com cuidado excessivo: mochila pronta, lanche saudável e beijo na testa. Na porta da escola, acenou mais tempo do que o necessário. Quando o portão se fechou, respirou fundo: estava oficialmente livre por quatro horas.

Chamava aquilo de “tempo para si”, expressão que aprendera em postagens femininas e aplicava com rigor seletivo. Seu tempo para si tinha nome, cheiro de loção barata e o dom inconveniente de fazê-la rir das próprias mentiras: chamava-se Paulo e morava a sete quarteirões dali, num apartamento antigo com elevador lento e um sofá que rangia.

Martha chegou pontualmente como sempre. Tirou os sapatos, largou a bolsa no chão e beijou Paulo com a pressa de quem sabe que o relógio conspira contra. Riram de banalidades. Ela comentou que o filho adorara a professora nova; ele respondeu que o prédio estava com problemas no gás. Coisas pequenas, ditas entre um beijo e outro.

Depois, decidiram fazer café. Paulo colocou água para ferver numa panela antiga, herança de uma tia. Martha, num gesto automático, tentou alcançar a xícara mais alta do armário, apoiando-se numa cadeira. A cadeira cedeu com um estalo seco. Martha caiu para trás, rindo antes mesmo de sentir dor, e o riso se misturou a um grito breve quando a panela, traída pela gravidade, virou-se inteira sobre ela.

A água fervente encontrou o corpo cruelmente. Paulo tentou ajudá-la, escorregou no chão molhado, bateu a cabeça na quina da mesa. Por um segundo, ambos ficaram imóveis. Martha ainda conseguiu dizer “que coisa idiota”, com a voz já estranha, antes de o silêncio se impor.

Quando os vizinhos ouviram o barulho, era tarde demais para heroísmos. O socorro chegou com sirene exagerada para um apartamento daquele tipo. Os bombeiros tentaram manter a compostura diante da cena absurda: uma panela no chão, café espalhado e duas xícaras intactas sobre a mesa. Martha foi declarada morta ali mesmo, vítima de queimaduras graves e complicações imediatas. Paulo, atordoado e com um corte na testa, repetia que só iam tomar café.

A notícia chegou ao marido de Martha, Josefino, no início da tarde, interrompendo uma reunião irrelevante. Ele largou tudo e correu para o hospital, imaginando acidentes mais comuns, mais aceitáveis. No caminho, pensou no filho, na mochila colorida, no beijo da manhã. Pensou que a vida era feita de sustos, mas não de ironias tão elaboradas.

No hospital, as respostas vieram aos poucos. O policial pediu documentos, fez perguntas neutras demais. Um endereço que não era o deles surgiu na conversa como um erro. O marido franziu a testa. Por que Martha estaria ali àquela hora? Disseram-lhe que havia um homem, um tal de Paulo, “um amigo”. A palavra “amigo” caiu pesada e deslocada.

Foi ao apartamento. O elevador lento confirmou tudo antes mesmo de a porta se abrir. O cheiro de café queimado ainda estava no ar. Sobre a mesa, duas xícaras limpas. Na cozinha, a panela. No sofá, uma manta dobrada com cuidado íntimo. Na estante, um porta-retrato virado para baixo. Não precisou de confissão.

O marido sentou-se no sofá que rangia e riu. Foi um riso curto, sem alegria, que mais parecia um soluço educado. Pensou em Martha feliz naquela manhã, na pressa em deixar o filho na escola, no brilho estranho nos olhos. Pensou que ela morrera exatamente no intervalo que inventara para viver outra vida.

No velório, as pessoas repetiam frases prontas: “Uma fatalidade”, “Ninguém espera”. O marido concordava com a cabeça, olhando para o caixão fechado. Não contou a ninguém o que descobrira; guardou para si aquela verdade torta, como se fosse uma piada que ninguém mais entenderia. Quando o filho perguntou por que a mãe não voltaria para buscá-lo na escola, ele respondeu que, às vezes, os adultos erram o caminho.

Na semana seguinte, Josefino levou o menino às aulas. Na porta da escola, acenou com a mão pesada. A professora retribuiu o aceno, e ele reparou a ausência de aliança na mão dela. Quando o portão se fechou, ficou ali parado por alguns segundos a mais. Depois, virou-se e foi para casa, onde o café esfriava na xícara única sobre a mesa. “Poderiam ser duas”, pensou ele, decidindo ir levar o filho à escola todos os dias dali em diante.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

CRÔNICA | Juventude como obrigação moral

Há tempo, eu deveria ter escrito esta crônica, mas, como quase sempre, falta tempo para as coisas boas da vida. No entanto, agora em minhas pseudoférias (um dia, conto o porquê disso), acabei revendo o filme "A substância", com Demi Moore. Então, nasceu o texto.

Há um momento no filme em que fica claro que o terror não está no laboratório, nem na seringa, nem no espelho. O horror verdadeiro é social. É o contrato silencioso que assinamos sem ler, a saber: envelhecer, sim, mas discretamente. Preferencialmente, sem rugas, sem flacidez, sem sinais de que o tempo inconveniente passou por nós.

Demi Moore, a meu ver, não interpreta apenas uma personagem. Ela encarna um arquétipo contemporâneo: o corpo que vence enquanto obedece. Jovem, produtivo, desejável. Quando deixa de cumprir tais funções, passa a ser um problema a ser corrigido, otimizado e até substituído. Isso não é ficção científica.

Vivemos a era da juventude compulsória. Não basta ser competente, experiente ou inteligente. É preciso parecer tudo isso sem jamais parecer cansado. O cansaço envelhece. A maturidade pesa. A serenidade não viraliza na internet. O algoritmo prefere a pele esticada, o sorriso treinado e a energia artificial de quem ainda finge que acabou de começar seja lá o que for.

O envelhecimento, que já foi sinal de autoridade, virou falha de caráter. Rugas são lidas como descuido. Cabelos brancos, como desistência. O corpo maduro não inspira respeito, inspira pena. Ou pior: invisibilidade.

"A substância" expõe essa lógica com crueldade. A promessa é simples e obscena: você pode continuar relevante, desde que aceite se fragmentar. Uma versão sua para o mundo e outra descartável, escondida, envelhecendo em silêncio. Parece absurdo no cinema. Fora dele, isso tem sido chamado de gestão da imagem pessoal. E há profissionais que ganham bem para isso.

O mais perverso é que não se trata apenas de aparência. A juventude exigida hoje é estética, emocional e moral. Esperam-se entusiasmo eterno, flexibilidade infinita e adaptação sem luto. Envelhecer implica dizer “não”, estabelecer limites, recusar certas humilhações. Isso não combina com o mercado.

No fundo, o filme nos faz perguntas incômodas: até que ponto estamos dispostos a nos mutilar simbolicamente para continuar desejáveis? Quantas versões de nós mesmos já sacrificamos em nome de aceitação, curtidas, contratos, convites que só chegam enquanto aparentamos frescor?

Entretanto, o corpo envelhece. Isso é biologia. O problema é a sociedade que envelhece mal, apavorada com o espelho, incapaz de lidar com o tempo sem tentar burlá-lo. Se pensarmos bem, "A substância" não fala sobre juventude, fala sobre medo. E ele, ao contrário das rugas, não se disfarça com maquiagem.

E por falar em medo, eu é que tenho medo de perguntar aqui: você usariam a substância do filme? Não mintam! Podem me responder de forma privada.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

CONTO | (Des)Harmonização

Ela tentou se desviar do tiro, mas ele acertou seu rosto em cheio. Instantes depois, ela estava de pé, olhando para seu corpo jogado ao chão, desesperada pelo fato de a harmonização facial ter sido em vão.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025 em fotos

Sim, eu abandonei os textões de retrospectiva há alguns anos. Agora, passo a escolher uma foto de cada mês, algum momento especial e decido recordá-lo aqui. Vamos à retrospectiva 2025 então!?

Réveillon na serra gaúcha com pessoas especiais.

Em fevereiro, lançamento do projeto "English for a better age",
já que um "çor" não consegue ficar longe das aulas.

Publicação do trabalho de conclusão da pós-graduação "Gestão Pública Municipal"
em março.

Em abril, gravação da música "Viva forever"... Mentira, gente.
Foi a gravação de um audiolivro.

Passando o bastão à Cris Fischborn, nova presidente do Grêmio Literário Patrulhense, em maio.

Lançamento do volume 2 de "Enquanto isso, em Santo Antônio..." em junho.

Festinha julina da "firma", no caso, da Secretaria do Desenvolvimento Social.

Participando da Feira Municipal do Livro em agosto.

Em setembro, comemorando o aníver de ... anos da professora Leda.

Oficina de contos no Colégio Santa Teresinha em outubro.

Com a mãe, conhecendo a opulenta basílica de Aparecida/SP em novembro.

Em dezembro, lançamento da terceira obra dos Desautores.

É isso, gente. Por mais momento e mais fotos em 2026! Bom ano novo a todos nós!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

CRÔNICA | Fim do ano, ou fim do mundo?

A cada dezembro, acontece um fenômeno curioso, quase antropológico: as pessoas não encerram o ano, elas entram em colapso. O calendário avança um número e, de repente, a humanidade passa a se comportar como se estivesse evacuando o planeta.

Há pressa em tudo: no trânsito, nos mercados, nas farmácias, nos caixas eletrônicos e, principalmente, nas emoções. Todos parecem atrasados para algum compromisso invisível, como se o dia 31, à meia-noite, fosse acompanhado por uma sirene e um fiscal existencial, cobrando pendências da alma.

Os supermercados viram arenas. Carrinhos disputam território. Pessoas brigam por uvas passas. O frango natalino, coitado, é tratado como entidade sagrada: se acabar, acaba o ano junto.

Nas ruas, motoristas dirigem como se o asfalto fosse desaparecer em 48 horas. Não é pressa, é desespero. Setas são ignoradas, gentileza entra em recesso coletivo. Ninguém quer chegar rápido; quer fugir.

Na área afetiva, o surto é ainda mais sofisticado. Surge a urgência de rever pessoas que passaram o ano inteiro sendo ignoradas, enviar mensagens genéricas recheadas de votos grandiosos e promessas vagas de “ano novo, vida nova”. A esperança é terceirizada para o calendário, como se janeiro tivesse poderes terapêuticos (ou mágicos).

Há, também, o pânico das listas: metas não cumpridas, projetos abandonados, corpos não esculpidos, contas não pagas, livros não lidos, etc. Dezembro vira um tribunal, onde todos se condenam por não terem sido versões irreais de si mesmos. Há julgamento e culpa (muita).

No fundo, essa afobação não é sobre festas, compras ou retrospectivas: é medo. Medo de que o tempo esteja passando rápido demais e alguém esteja percebendo. Medo de encarar que a vida não se organiza sozinha, só porque o calendário muda. Medo de admitir que o ano acaba, sim, mas os problemas, hábitos e escolhas atravessam a fronteira sem pedir autorização.

Talvez, fosse mais honesto tratar o fim do ano como ele realmente é: apenas o fim de um ano, sem histeria, sem correria, sem encenação coletiva de que algo sobrenatural está prestes a acontecer. Aqui vai um "spoiler": não está.

O mundo não acaba no dia 31. Sua ansiedade também não. Ainda assim, caro leitor, desejo-lhe: boas festas...

domingo, 7 de dezembro de 2025

Retrospectiva literária 2025


Pois é, mais um ano se vai, e mais umas publicações foram feitas por aqui. Então, é hora de relembrá-las e saber como acessá-las ou comprá-las.

1) Gêneros Literários na Prática: E-book que lancei em março sobre, obviamente, os três gêneros da literatura (narrativa, lírico e dramático). É ideal para quem quer se arriscar na escrita, mas ainda não sabe distinguir um texto do outro. Ideal também para alunos de literatura. Compre-o aqui.

2) Estudo sobre o Conselho Municipal de Cultura: Publiquei meu trabalho de conclusão da pós-graduação Gestão Pública Municipal. O título é "Democracia e Participação em Santo Antônio da Patrulha: análise da efetividade do Conselho Municipal de Políticas Públicas de Cultura". Curiosamente, depois da publicação, o conselho em tela teve mudanças em sua lei. Leia o trabalho gratuitamente, clicando aqui.

3) Enquanto isso, em Santo Antônio... - Volume 2: Livro organizado pelo Grêmio Literário Patrulhense, entidade que presidi até maio. Contém poemas de autores do GLP e de integrantes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da cidade. Obra social muito bacana, que pode ser ser lida e ouvida de graça, clicando-se aqui.

4) Desalmados: Terceiro livro de contos do coletivo de escritores Desautores, do qual faço parte. Obra sombria, misteriosa, sem piedade. Compre o e-book, clicando aqui e falando com Gilberto.

Fora as publicações oficiais, com ISBN, houve vários textos aqui no blog. Basta rolar a barra e lê-los.

É isso, gente. Haverá publicações em 2026?

terça-feira, 18 de novembro de 2025

CRÔNICA | Costurados de nós mesmos

Guillermo del Toro, com aquela devoção enorme e quase religiosa por monstros, fez em “Frankenstein” algo que Mary Shelley já sussurrava e que nós fingimos não ouvir: a criatura não é um erro, é um espelho daqueles que devolvem a verdade sem filtro de beleza.

O monstro nasce de pedaços. Mas sejamos francos: quem não? Depois de ter visto o filme, o qual está disponível no catálogo da Netflix, passei a refletir sobre ele como um todo, não apenas como uma releitura do livro e de outras películas passadas.

Também somos um mosaico malcomportado de tudo o que tocou nossa vida: as decisões que tomamos por impulso, os medos herdados, as cicatrizes de quem nos amou mal, as lembranças de quem nos amou corretamente, os erros familiares, etc. Nada em nós é puro ou original. Somos editados, costurados com linhas de afetos e grampeados com traumas que superamos (ou fingimos ter superado).

A diferença é que o monstro de Del Toro nada tenta disfarçar. Ele exibe a costura. Nós, não, passamos a vida inteira nos debatendo para esconder pontos soltos, como se vulnerabilidade fosse defeito de fabricação e demonstrasse fraqueza. Ironicamente, é isso que nos aproxima ainda mais da criatura: vivemos com a sensação de que estamos sempre fora do lugar, sempre tentando provar que merecemos existir, sempre acreditando que, se alguém olhar perto demais, verá a colcha de retalhos emocional que somos.

No fundo, a verdade incômoda é simples: somos todos um pouco o monstro de Frankenstein, carregando dentro de nós pedaços de gente que passou, de dores que ficaram, de memórias que insistem em retornar. E se há algo bonito nisso, é que, apesar da colagem imperfeita, seguimos caminhando com nossas cicatrizes, nossos retalhos e uma estranha persistente em pulsar, mesmo quando o mundo diz que não deveríamos fazer isso.

Será que Del Toro sempre soube que o monstro só parece assustador para quem ainda não aprendeu a se enxergar? E nós sabemos? Nossos pedaços souberam? Vamos pensando...

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

CONTOS | "Desalmados", o terceiro livro dos Desautores

O livro Desalmados é a terceira obra de contos do coletivo de escritores Desautores, do qual faço parte. É vendido no formato de ebook (PDF e Kindle). Nesta obra, estou junto com Débora Bregolin, Felipe Zobaran, Jocteel Salles e Gilberto Broilo.

Há livros que nascem como confessionários de outra dimensão — portas que se abrem para mundos que não sabemos se pertencem ao sonho, ao delírio ou à mais íntima verdade do espírito humano. Desalmados é um desses livros.

O título do livro não aponta para o mal, mas para o vazio. Não denuncia a ausência de moral, e sim a ausência de luz. “Sem alma” aqui é sinônimo de desconexão — da terra, do outro, de si. É o eco do humano que tenta sentir e já não consegue.

Leia-nos. Acesse o perfil @desautores (no Instagram, clique aqui) e adquira seu exemplar por apenas 10 reais.

Conheça, abaixo, os Desautores:

sábado, 28 de junho de 2025

Reflexões sobre o lançamento do "Enquanto isso 2"

Na terça (24), aconteceu o lançamento do volume 2 da obra "Enquanto isso, em Santo Antônio...", mas só hoje consegui ter um tempo para escrever sobre isso. Fiz parte da comissão organizadora do livro, então, sinto-me à vontade para refletir acerca.

Investimento
Que coisa tão boa ver o governo federal investindo em cultura! A Política Nacional Aldir Blanc tem possibilitado que muitas manifestações culturais saiam do campo das ideias e tornem-se realidade. No ano passado, fiz parte da comissão que organizou o volume 1 da citada obra, a qual foi feita com recursos da Lei Paulo Gustavo. Não imaginávamos que surgiria o volume 2. Ou seja, foram dois livros feitos com grana da União dada a municípios que se cadastraram corretamente com bons planos de ação. Torço para que isso continue ocorrendo, a fim de que mais literatura seja feita. Parabéns aos governos federal e municipal!

Inclusão
Outro fato muito bom foi ver pessoas que, dificilmente, teriam alguma publicação oficial estarem na obra lançada. No volume 1, contamos com textos de alunos do Ensino Médio de escolas públicas locais. No 2, foi a vez do pessoal que faz parte do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Achei o máximo ver adolescentes, na hora do coquetel, sentados juntos, trocando seus exemplares, colhendo autógrafos uns dos outros. Curti, também, saber que, na obra, há poemas de duas senhoras que não sabem ler e escrever. Mesmo assim, ditando seus versos, tornaram-se autoras. Houve, ainda, o relato de uma senhora que disse mais ou menos assim: "Tenho setenta e poucos e anos e nunca me imaginei dando um autógrafo". Gratificante, não?

Um tempo
Dois dias após o lançamento, uma senhora integrante do Grêmio Literário Patrulhense colocou no grupo de WhatsApp da entidade que o título de seu poema saiu errado, uma letrinha foi trocada. Quem me conhece sabe o quanto sou perfeccionista. Sabe, também, que, mesmo recebendo cem elogios, se eu receber uma crítica negativa, esta ficará sendo repetidamente lembrada por mim, como se as coisas boas fossem anuladas e só a ruim tivesse vida. Caso de terapia, eu sei. Porém isso me fez refletir que estou no GLP desde 2013 e, de lá até aqui, já participei da organização de muitas obras. Só quem faz isso sabe o quão estressante é lidar com a expectativa e com a opinião de muitas pessoas. Por isso, é chegada a hora de dar um tempo em trabalhos voluntários. É hora de outras cabeças (mais velhas ou mais novas do que a minha) assumirem a responsabilidade de organizar publicações. Não pretendo mais, portanto, fazer isso em minha cidade.

Postas as três reflexões, preciso mencionar que o trabalho voluntário dos outros membros da comissão foi excelente! Obrigado, Monique Rodrigues, Rosalva Rocha, Mário Antônio Barcelos e Viviana Ungaretti, pela parceria!

Lembro a todos que a obra pode ser baixada gratuitamente em pdf e ouvida no YouTube. Basta clicar aqui para ter acesso aos dois conteúdos.

E agora, alguns registros fotográficos do lançamento. É isso.






quinta-feira, 22 de maio de 2025

Sucesso à nova presidente!

Neste mês, encerrei meu ciclo como presidente do Grêmio Literário Patrulhense, depois de dois anos de voluntariado. Agradeço a meus colegas de diretoria (Monique, Rosalva, Mário e Ana Clara), pela parceria e pelo intenso trabalho, e desejo à nova presidente, Cris Fischborn, bem como a seus colegas de diretoria, muito sucesso à frente desta entidade que, desde 1989, mantém viva a literatura patrulhense. Vida longa ao GLP!

Para quem quiser saber um pouco do que foi feito pela gestão que encerra o mandato, clique aqui.

Cris Fischborn, a nova presidente no biênio 2025-2027.

Diretoria do período 2023-2025.

sábado, 26 de abril de 2025

Estudo sobre o Conselho Municipal de Cultura

Em 2024, fiz uma pesquisa sobre a efetividade do Conselho Municipal de Políticas Públicas de Cultura de Santo Antônio da Patrulha/RS. Foi o trabalho de conclusão da pós-graduação Gestão Pública Municipal (FURG). Recentemente, houve a publicação deste artigo, que compartilho com vocês. Para lê-lo, clique aqui.




domingo, 9 de março de 2025

Gêneros Literários na Prática

Mais um filhinho nasceu!

Logicamente, estou falando de um livro. Este é bem simples, direto, eficaz e barato: "Gêneros Literários na Prática". Ele coloca, como o nome diz, a disciplina de Literatura em prática, saindo da pura teoria. Você - aluno, professor, escritor ou amante da leitura/escrita - será capaz de analisar e produzir textos facilmente com meu livreto, eu prometo!

Para quem não sabe, os gêneros literários são o lírico, o narrativo e o dramático. Na obra, há breves explicações sobre como um e exercícios de análise e escrita de textos, isto é, as mãos vão à obra de fato.

Para adquirir o e-book, clique aqui.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

GLP | 2024, um ano repleto de atividades literárias

No dia 30 de novembro, ocorreu a última reunião ordinária do ano do Grêmio Literário Patrulhense, seguida de confraternização. Aproveito o momento para, além de divulgar registros da festiva, fazer uma breve retrospectiva do que nosso grupo realizou em 2024:

- Quadro "Conversas Literárias" no Programa Estúdio Aberto;
- Seis edições do evento "Palavras Vivas";
- Reunião em espaço público em fevereiro;
- Oficina literária com o autor Eduardo Krause em maio;
- Lançamento de quatro obras na Feira Municipal do Livro: "Poesia na Praça"; "Suas Excelências, Os Personagens"; "Enquanto isso, em Santo Antônio..."; e "Sim, eu conto";
- Projeto lírico "Empatia em Dia";
- Colega Eloisa Costa como patrona da Feira Municipal do Livro e GLP como instituição homenageada;
- Colega Vera Maciel como patrona das feiras do livro de Gravataí e Itati;
- Festa Junina da entidade;
- Aprovação do projeto "Literatura Acessível", do vereador Gabriel Diedrich;
- Projeto "Poesia no Pão" alusivo ao Dia Nacional do Escritor (25/7/24);
- Escrita de poema coletivo para o Dia do Poeta Patrulhense;
- Oficina literária no Instituto Estadual de Educação Santo Antônio;
- Quatro colegas (Rosalva Rocha, Sandra Reis, Cris Fischborn e Eloisa Costa)  integraram o livro Receitas das Filhas das Mães para seus Amores;
- Participação na Feira do Livro de Rolante;
- Colega Walter Pütten integrou comissão julgadora de contos da Prefeitura de Tramandaí;
- Colega Joelson Oliveira escreveu a música "Nossa dama", em prol da Lagoa dos Barros, e colega Sinara Foss a gravou em estúdio;
- Contemplação na Política Nacional Aldir Blanc do livro "Enquanto isso, em Santo Antônio... - Vol. 2".

Ufa! Bastantes atividades, não? Que, em 2025, o grupo continue ativo e produtivo!







domingo, 6 de outubro de 2024

Palavras Vivas: leitura dramática de minhas obras

Agora, já posso me aposentar da literatura: fizeram leituras dramáticas de minhas obras! Obrigado, Bruno Barcelos, Kike Dias, Jassira Castro e Grêmio Literário Patrulhense, pelo evento Palavras Vivas, na noite de 26 de setembro! Vejam album com várias fotos em meu Facebook, clicando aqui.