domingo, 8 de janeiro de 2017

GERAL | Pitadas do 3º volume da Série Rivais

Não sei se sabem, mas estou escrevendo o volume 3 da Série Rivais, o qual ainda não tem título. Na verdade, tenho alguns títulos em mente, envolvendo as palavras “fim” e “rivais”. Em breve, farei uma pequena pesquisa para saber qual o pessoal da internet prefere.

Posso afirmar que, desta vez, a história se passa em Santo Antônio da Patrulha, minha terrinha. Lembram que, no término do 2, mãe e filho se mudaram? Pois bem: agora, já sabem para onde.

No Facebook, tenho colocado algumas pitadas sobre a obra, as quais aparecem a seguir. Quer conferir?



ENQUANTO ISSO, NO CAPÍTULO 10...
Palavras inúteis novamente. Frente à agitação dele, fui obrigado a aumentar a dose do medicamento, a fim de que se acalmasse. Ainda assim, uma de suas mãos chegou até uma das minhas, apertando-a com força. “Tomara que cheguemos logo, não quero que a situação se complique”, pensei e recoloquei sua mão na maca.

ENFIM, TERMINEI O 10...
Antes de sair do hospital, peguei o contato da técnica em enfermagem e pedi a ela que, se possível, me informasse se algo ruim acontecesse com ele. Parte de mim queria ficar ali, para saber se tudo correria bem. Mas outra parte queria ir embora logo, a fim de não descobrir coisas que, muito provavelmente, abalariam minha vida e, também, a de Isabela.

ENQUANTO ISSO, NO CAPÍTULO 11...
Isabela gritava no quarto, e eu de pé na frente dela sem reação alguma. O que fazer? O que fazer? Quando me dei por conta, ela havia saído, retirado a chave da porta, trancando-a por fora. Corri até ela e bati fortemente: "Mãe, o que vai fazer? Mãe, abra essa porta! Mãe!"

ENQUANTO ISSO, NO CAPÍTULO 13...
Ainda atônito, dirigi-me à sala. Quando cheguei perto dele, pensei em perguntar que palhaçada era aquela, porém me detive, não faria escândalo ali. Ele me olhou bem nos olhos: reconheceu-me ou já sabia que era eu. Estendeu o braço e limitou-se a um “boa tarde”. Cumprimentei-o sem nada dizer.

ENQUANTO ISSO, NO CAPÍTULO 14...
- Os incidentes que acontecem (quando acontecem) são muito pequenos, nada com o que eu não consiga lidar.

Claramente, menti. Não sabia ao certo por que razão. Cruzei as pernas e procurei não bater mais com as pontas dos dedos na cadeira.

A obra terá 24 capítulos, a fim de que siga os moldes dos volumes anteriores. Pretendo (não posso afirmar com absoluta certeza ainda) lançar a obra em agosto, na Feira do Livro local. Mais informações em breve.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

OPINIÃO | Jornal Opa!


Desde outubro, sou colunista do Jornal Opa! Escrevo sobre educação. Já há alguns textos lá. Se ainda não conferiu, acesse este endereço e, depois, conte-me o que achou.

O Opa! é uma plataforma multimídia segmentada ao público jovem/adulto gaúcho. Conta com um jornal mensal impresso, distribuído gratuitamente em universidades e cursos técnicos de Porto Alegre e Região Metropolitana. Um portal atualizado diariamente com as últimas notícias do mundo pop e informações importantes para formação profissional dos estudantes; e tem também forte presença nas redes sociais Facebook e Twitter.

Desde 2010, o Opa! tem um relacionamento próximo do público jovem/adulto gaúcho. Feito por gente jovem, falando a língua da galera, é a melhor forma para as empresas estabelecerem relacionamento com este público que tem alto poder de consumo e forte influência no meio em que vive.

Equipe:
Tuio Moraes | Editor e repórter
Brenda Fernàndez | Repórter
Cris Marks | Relações Públicas

Contatos:
Fone: (51) 9282.0994
Jornalismo: tuiomoraes@jornalopa.com.br | Tuio Moraes, editor
Comercial: comercial@jornalopa.com.br | Arthur, diretor

terça-feira, 29 de novembro de 2016

GERAL | Eu e o mercado editorial

Dei uma entrevista para a Sandra Veroneze, da Editora Pragmatha. Falei sobre meu processo de escrita, bem como sobre o mercado editorial brasileiro. Obviamente, fui bem bem realista. Confira clicando aqui.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

GERAL | A rival foi à escola!

Vejam só quem apareceu hoje na Escola Gregória de Mendonça! Sim, a "Rival 2", Larieti Assis, a qual conferiu os trabalhos dos "aluninhos" sobre o livro “O intrigante jogo das rivais”. Eles fizeram uma reapresentação do que havia sido mostrado na 2ª Mostra Literária ocorrida em agosto.

O nervosismo tomou conta dos discentes, eis que tiveram de explicar suas produções à “capa” do livro. No fim das contas, tudo foi ótimo, e Larieti curtiu bastante.

sábado, 8 de outubro de 2016

GLP | Oficina sobre gêneros literários para o Grêmio Patrulhense

Hoje à tarde (8), ministrei oficina para o Grêmio Literário Patrulhense. Foi uma tarde muito prazerosa de compartilhamento de experiências, saberes e escrita. Na ocasião, abordei a classificação dos gêneros, bem como suas subdivisões. Ademais, os oficineiros tiveram de redigir diversos textos.

Parabéns à presidente do GLP, Rosalva Rocha, por sempre incentivar oficinas de qualificação e, também, por investir em "pratas da casa".






segunda-feira, 5 de setembro de 2016

ENSINO | Os desafios da docência frente às questões de gênero e sexualidade


Estou feliz! Mais um artigo meu foi publicado numa revista de cunho científico, a Ártemis. Contando com este, já são três agora.

O artigo recente Da inércia à possibilidade: os desafios da docência frente às questões de gênero e sexualidade trata-se de uma abordagem teórica sobre a temática da homossexualidade. Objetiva-se a construção de uma reflexão sobre o papel da escola na tratativa de questões atinentes aos estudos de gênero e sexualidade. Com isto, pretende-se aproximar os professores ao tema e, consequentemente, proporcionar outras reflexões com relação aos estudantes homossexuais. Discutir-se-á o conceito de homossexualidade, abordando questões como a da ultrapassada classificação do “homossexualismo”, termo que, desde sua etimologia, remete-se a doenças; aos determinismos científicos e à influência genética no comportamento humano; e o desafio docente e a tarefa contemporânea de lidar com a diversidade nos espaços escolares. Conclui-se que a escola é um dos importantes lugares para ensinar a viver com a diversidade, na diversidade e para a diversidade, embora isto ainda não seja uma realidade concreta.

Para acessá-lo ou baixá-lo, clique aqui.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

GERAL | 2ª Mostra Literária

Ainda não havia feito publicação sobre a Mostra aqui no blog, eis que estava esperando o término da mesma. Abaixo está "recorte" da Folha Patrulhense de hoje. Obrigado a todos os envolvidos no evento!


quinta-feira, 28 de julho de 2016

GERAL | 6ª Feira do Livro de Santo Antônio da Patrulha ocorre em agosto

Mais uma feira do livro do Santo Antônio da Patrulha se aproxima. A 6ª edição ocorrerá de 10 a 14 de agosto, no Parque Caetano Tedesco. O que eu destaco nela? Confira abaixo:

- lançamento do livro "Nuances da vida", de Solange Grandini, às 15h de sábado;
- lançamento do livro "Suas excelências, os personagens", do Grêmio Literário Patrulhense, às 16h de sábado;
- lançamento de "Deuses mutilados" e "De ontem e de antanho", de Luiz Nicanor, às 17h30 de sábado; e
- a venda de "O intrigante jogo das rivais", escrito por mim este ano, cujos detalhes estão na imagem.


domingo, 17 de julho de 2016

GERAL | O último grito da moda (meu texto para a gincana patrulhense)

Pelo Facebook, vocês já viram que eu DE-TES-TO gincanas. Penso que a competição não é saudável e que, além das ofensas e rivalidades durante o evento, criam-se inimizades após ele.

Mesmo assim, aceitei o convite para escrever uma crônica para a equipe “Vai, Vovô!, da minha amiga Larieti Assis. A competição teve fim ontem (16). A prova pedia um texto sobre algo envolvendo o comércio de Santo Antônio da Patrulha, texto que deveria ser escrito por um autor local. Então, fiz sobre uma interiorana que fazia compras no centro aos sábados, levava as roupas para casa para experimentar e só as devolvia no sábado seguinte. O que ocorria nesse meio tempo? Abaixo, o texto.


O último grito da moda

De fato, Santo Antônio da Patrulha é uma cidade pequena. É tão pequena que as pessoas dos distritos, quando vêm à sede, dizem que estão indo a Santo Antônio, como se suas localidades não pertencessem ao município em questão.

Pois bem. Numa cidade assim, o comércio sempre buscou novidades da moda. Antigamente, quando uma peça nova chegava, dizia-se que era “o último grito da moda”. Assim, especialmente aos sábados, o povo do interior vem o centro dar uma espiada nesses últimos “gritos”.

Uma interiorana, professora e amiga minha de longa data, sempre fez isso. Pobre assim como eu, ela se sujeita a semana toda a salas de aula, tentando construir conhecimentos com seus alunos. Mas, aos sábados, o momento é de construir moda. Ocorre que, devido ao grande número de peças de roupa gostadas por ela, experimentar tudo na loja é sempre difícil. E é aí que entram nossos lojistas, permitindo que a prova dos trajes seja em casa. Coisa de cidade pequena, né? Imagine fazer-se isso num shopping center. “Never”.

Dada vez, a tal cliente (com orçamento de magistério sempre apertado), gostou de roupas demais, incluindo aquela blusa preta que ficava muito colada a seu corpo. Era a escolha perfeita para um aniversário que teria no domingo. Porém como adquirir a peça, levando em conta aquelas quatro prestações azedas? Já que a loja permitia a “prova” em casa, ela colocaria a blusa em “prova” no aniversário.

Sim, tudo correu bem. A roupa caiu-lhe bem, as pessoas a elogiaram, ela confraternizou, fim. No sábado seguinte, como de praxe, veio ao centro devolver as roupas, informando à loja que ficara somente com uma calça jeans, pois não poderia gastar muito naquele mês. Entregou o sacolão à vendedora, deu uma entradinha ($$$) na calça e foi a casa.

Só que a vergonha não agiu em prestações, e sim de uma vez só, um verdadeiro “grito da moda”. A proprietária da loja, na segunda-feira, logo após o meio-dia, ligou para a professora interiorana, relatando o rasgo lateral na blusa que, por ser preta, até que o escondia bem. Para contornar a situação, minha amiga disse não ter percebido rasgo algum e ainda exagerou: “Só a provei em casa e não havia descostura. Como tem agora?” Após isso, fez aquilo que muitos moradores dos distritos fazem para encerrar uma conversa: passou a dizer “alô” repetidas vezes, como se a ligação estivesse caindo. Ufa! Livrou-se do embaraço, todavia não se livrou da foto enviada por mensagem, acompanhada da seguinte mensagem: “OLHA ISSO!!!” As letras maiúsculas (que indicam grito) denunciavam a esperta professora, posando para foto com “azamiga” no tal aniversário de domingo. Quase morta de vergonha, ela construiu muito pouco conhecimento com os aluninhos naquela tarde.

Então, preste atenção ao levar roupas para casa, seja no trato delas ao experimentar, ao tentar usá-las em alguma ocasião ou, como mais acontecia no passado, dar a roupa à costureira da família para copiar o modelo. Em tempos de comunicação muito rápida, esses atos são inviáveis.

Ah, sim, não contei o desfecho. Eu mesmo tive de ir a tal loja e pagar pela tal blusa, levando-a rasgada embora. A amiga estava na pindaíba, e o valor da peça veio a mim nas quatros prestações que a loja anunciava.