quinta-feira, 21 de março de 2013

ENSINO | Receitas culinárias são bem-vindas na redação

Duas professoras que participaram da correção das provas do Enem resolveram abrir a boca e contar como realmente acontece o processo. É de rir (para não chorar).

As professoras disseram ao jornal Zero Hora que teriam recebido orientações para fazer “vista grossa” aos erros encontrados. Depois, a ordem foi aprovar o maior número de pessoas.

“Recebemos uma formação, fizemos exercícios pelos quais fomos avaliadas, tudo online. Isso partiu da Universidade de Brasília. Foram seis, sete semanas de atividades, para os 8 mil avaliadores. No dia 14 de novembro, tivemos uma reunião em que foram repassadas as verdadeiras orientações. Fomos orientados a esquecer tudo o que se sabe, tudo o que se aprendeu, tudo o que se fez na formação. Deveríamos considerar a ideia de que é para aprovar o maior número de pessoas. Eu e a outra colega tentamos desistir, mas nosso grupo já estava um pouco defasado. Como já tínhamos nos comprometido, ficamos”.

Tem cabimento isso? Para que ensinar os alunos a escrever bons textos na escola então? Vou pegar o caderno de receitas de minha mãe e levar às aulas de Português. É o jeito.

sexta-feira, 15 de março de 2013

ENSINO | A nova propaganda do governo estadual sobre educação


A nova propaganda do Governo do RS sobre a educação é de rir alto. Mas o pior é que o povo assiste a ela e acredita nas barbaridades ditas.

Uma professora de Sapucaia do Sul – feliz até não poder mais – é a protagonista. Ela diz que nenhum docente no estado recebe menos do que o piso nacional. Mentira! O senhor governador negou-se a pagar o piso aos professores. O que ocorre é que, com os penduricalhos (difícil acesso, “vale-fome”, adicional noturno), chega-se ao mínimo nacional.

Ela fala, também, que recebe para planejar aulas não estando em sala. Onde está o ganho aqui? Por acaso, um professor não necessita de tempo de planejamento? Cadê a grande vantagem nisso? É uma obrigação!

Ademais, aparece um número (quase 10 mil) indicando as novas nomeações de professores. Mentira! O último concurso foi feito para reprovação em massa (ou uma prova com 27 páginas, para um cargo que não paga mil reais por mês, é feita para aprovação?); não foram feitas tantas contratações assim. Talvez, metade tenha sido conseguida. Agora, há outro concurso com os mesmos moldes, com a mesma mixaria salarial e, quiçá, com a mesma dificuldade, para que a sociedade chame os docentes de burros depois, incentivada pelo próprio governo, claro.

Então, Zé Povinho, por favor, não acredite em qualquer campanha publicitária! Falar sobre educação é fácil, difícil é vivê-la diariamente.

segunda-feira, 11 de março de 2013

GLP | Livro do Grêmio Literário Patrulhense

A foto já dá o título da obra: "Prosa na Varanda - Crônicas". Está será a obra de oito integrantes do Grêmio Literário Patrulhense a ser lançada até o meio deste ano. Será bem legal, com crônicas diversas de cada um. Aguardem.

sábado, 9 de março de 2013

GRAÇAS ÀS DESGRAÇAS | De graça!


Ainda não leu meu “Graças às Desgraças” de 2009? Bom, já que você é mão-de-vaca e atrasado, ele está disponível de graça em PDF. É só baixar.

Aqui o link:

quinta-feira, 7 de março de 2013

DIREITOS HUMANOS | Adeus aos Direitos Humanos no Brasil!


Ocorreu uma votação para a escolha do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos no Brasil. Para a surpresa de muitos, o PT renunciou à luta pela presidência de tal comissão, preferiu ficar com as Relações Exteriores ou de Fiscalização e Controle.

Com isso, o pastor e deputado Marco Feliciano, acusado inúmeros vezes por suas declarações racistas, homofóbicas e contra a pluralidade de religiões no Brasil, fosse indicado e eleito.

É o fim! A luta das minorias no país foi água abaixo. Como eleger um pastor que já fez diversas declarações racistas e homofóbicas como presidente da Comissão de Direitos Humanos?

BraZiU, só BraZiU mesmo...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

ENSINO | Plano Estratégico para "Empurrar Alunos Reprovados"



Em nossa formação pedagógica antes do início das aulas efetivamente em 2013, uma bomba foi dada aos professores do Ensino Médio: elaborar um Plano Estratégico de Transformação da Avaliação Excludente. Mas que raio é isso?

Segundo o governo estadual, é uma forma de recuperar – por meio de vários instrumentos – os alunos do 1º ano do Ensino Médio Politécnico (é esse o nome agora) que foram reprovados em 2012. Conforme dados, o índice foi altíssimo em todo o Rio Grande do Sul.

A meu ver, isso mostra que os professores gaúchos são rígidos nas avaliações, o que deveria ser louvável. Mas não é. De novo sobre meu ponto de vista (e sobre o ponto de vista de muitos demais), isso é uma forma de empurrar os reprovados para o 2º ano.

Aliás, quando um aluno tem desempenho insatisfatório em qualquer trimestre, o professor precisa dar um jeito de recuperar isso no trimestre seguinte, sendo que o conceito (agora, são conceitos, não mais notas) pode ser alterado o ano todo no sistema informatizado.

Barbada ou querem mais?

“Inducaçã” indo ao brejo a cada dia que passa. Vergonha estadual. Cadê a autonomia dos docentes e do conselho de classe? Sumiu. Frustrante...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

GERAL | Quem escreve o que quer...


Pois é. Lembram-se da menina de Florianópolis que criou um blog na Internet para falar mal de sua escola, professores, colegas, Deus e o mundo? Agora, anda recebendo ameaças de morte. O pai até já registrou ocorrência sobre isso.

É como dizem, prezada aluna Isadora Faber: “Quem fala (escreve) o que quer, ouve (lê) o que não quer”.

O ocorrido é notícia na Zero Hora de hoje (19), à página 33.

ENSINO | Sobre o concurso do Magistério no RS


Normalmente, não gosto de pessoas que não atuam na educação, mas que se metem nela, dando pitacos. Em geral, tais pessoas só falam mer... Porém não o caso de um técnico industrial de Viamão, cuja opinião foi expressa na Zero Hora de hoje (19). Vejamos:

“O concurso do Magistério no estado é para profissionais altamente qualificados que deveriam ganhar salários de acordo com suas qualificações e atribuições. Nada disso. Os salários são miseráveis. As atribuições são de profissionais de uma universidade. Que educação queremos para nossos filhos? A mídia que faça essa pergunta para nosso digníssimo governador.” (José Miguel Bittencourt)

Parabéns, José Miguel! Você está certíssimo!