sábado, 21 de setembro de 2013

GERAL | A falsa polêmica dos advogados doutores (por Eduardo Jablonski)

Como não consigo me controlar, resolvi meter o meu texto em mais uma falsa polêmica. Há pouco tempo, o Grêmio Literário Patrulhense, por iniciativa do escritor Maurício Collar, publicou Prosa na Varanda, que, pelo que fiquei sabendo, deverá ser anual. Bem, numa das crônicas, o escritor e professor Márnei Consul, autor de cinco livros, escreveu um trecho que gerou críticas à sua pessoa: “Isso sem falar na arrogância de juízes e advogados, reles bacharéis, que se intitulam doutores (...)” (COLLAR, 2013, p. 73).

Pois é, qualquer um sabe que Márnei está com a razão. Todos os advogados, ou quase, autodenominam-se doutores, mas quase nenhum deles o é de fato. Ouvi falar de que havia uma lei do século XIX que daria o direito aos advogados de ser chamados dessa forma. Então, fui pesquisar na internet e descobri um texto do jurista, membro vitalício do Ministério Público da União, doutor em Direito Internacional e Integração Econômica pela Faculdade Estadual do Rio de Janeiro, mestre de Direito Público e Ciência Política pela Universidade Federal de Santa Catarina e bacharel em Direito, entre outros títulos. O senhor se chama Marco Antônio Ribeiro Tura. Ele disse que, segundo a lenda, Dona Maria, a Pia, teria baixado um alvará pelo qual os advogados portugueses (olha, apenas os portugueses, não os brasileiros) deveriam ser tratados como doutores nas Cortes Brasileiras (e somente nelas). Em 2000, o Senado Federal presenteou o doutor Marco Antônio (doutor de verdade) com as mídias digitais contendo os atos normativos desde a Colônia (mais de 500 anos de história normativa) e nada se encontra desse alvará. Portanto, ele nunca existiu. É apenas lenda. A Lei de 11 de agosto de 1827, responsável pela criação dos cursos de Direito no Brasil, em seu nono artigo, afirma que as pessoas que se formarem nos cursos jurídicos deverão ser chamadas de bacharéis. “Haverá também o grau de doutor, que será conferido àqueles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos”, comenta. Esses requisitos, hoje, significam quatro anos de graduação, dois de especialização, três de mestrado e seis de doutorado, mais ou menos.

Portanto, para se chamar de doutor, o advogado deve estudar em torno de 15 anos e, como o Márnei disse na sua crônica, quase 100% deles estudam quatro anos e exigem ser chamados de doutor. E os outros nove anos de estudo ficam onde? E isso não é arrogância?

Texto de Eduardo Jablonski, mestre em Letras pela UFRGS

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

GLP | De volta ao esporte

Acima, texto publicado na coluna semanal do Grêmio Literário Patrulhense na edição de ontem da Folha. O assunto: o retorno do vôlei (ou poderia ser também o retorno ao vôlei).

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

PROSA NA VARANDA | À venda comigo




O livro “Prosa na Varanda – Crônicas” reúne textos de oito escritores do Grêmio Literário Patrulhense que narram histórias vividas ou exageradas numa reunião de variedade literária. Além de mim, são também autores Felipe Essy, Sinara Foss, Luiz Nicanor, Nelson Osíris, Joelson Oliveria, Rosalva Rocha e Maurício Collar.

O exemplar custa apenas R$ 20,00, e você pode adquiri-lo enviando um e-mail para marneiconsul@hotmail.com. Os exemplares são limitados, então, peça já!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

LABOR POÉTICO | Download gratuito


A coletânea Labor Poético, idealizada pela Editora Pragmatha, já está disponível para download. Com a participação de poetas do Brasil, a obra, em formato eletrônico, integra o rol de ações pela ocasião do lançamento do novo site da editora.

O título do livro é uma homenagem ao fazer literário, compreendido como ferramenta para lapidação da personalidade, autoconhecimento, investigação do mundo e prazer no manejo com as palavras.

Com download gratuito, a obra contou com organização de Sandra Veroneze, capa de Rafael Barcellos e tem por objetivo divulgar o trabalho dos artistas para um número expressivo de apreciadores da poesia.

Labor Poético, com tema livre, pode ser baixado no link

Meu poema encontra-se à página 9. Boa leitura!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

PROSA NA VARANDA | Reconhecimento do Legislativo Municipal



A Câmara de Vereadores de Santo Antônio da Patrulha encaminhou voto de congratulações pelo lançamento do "Prosa na Varanda". Achei bacana o reconhecimento, especialmente, o fato de alguns dos edis terem comparecido ao evento.

domingo, 28 de julho de 2013

GERAL | Fatos isolados não representam o todo

Minhas crônicas no livro PROSA NA VARANDA tratam-se de casos que não representam o todo. Como é sabido, uma crônica é algo do cotidiano, que de fato ocorreu com o escritor ou a alguém de seu convívio.

Portanto, pessoal, houve, sim, uma moça que teve aquela conversa comigo sobre a profissão de comissário de voo e houve, também, casos de advogados - enquanto eu fazia Direito - que exigiam o Dr. à frente de seus nomes, mesmo sendo apenas graduados (não tendo doutorado). Os textos foram feitos pensando nestas pessoas que ocorreram em minhas vivências, as quais foram relatadas.

Espero que compreendam e que não se encaixem em tudo.

sábado, 27 de julho de 2013

É UÓ! | "Baratin", "baratin"


Gente, quem não conseguiu comprar meu É Uó!, agora, tem outra chance: ele está à venda em formato eletrônico. Sim, você paga uma mixaria e recebe o arquivo em PDF. Prático, não?

Então, acesse o link abaixo e divirta-se!

Atenção: satisfação não inclui Prozac nem Rivotril...

Eis o link: