quarta-feira, 17 de junho de 2026

OPINION | The tyranny of notifications

The phone vibrates. Sometimes, it is an important message. Most of the time, it is not. Yet we interrupt conversations, look away from our books, or suspend our thoughts. We have become hostages to small electronic summons that appear at any moment, demanding immediate attention. Technology promised to bring us closer to the world, but in many ways, it has merely fragmented our ability to remain present.

There was a time when silence was part of everyday life. We waited for letters, returned phone calls, or news that arrived at its own pace. Today, even a delay of a few minutes can generate anxiety. The absence of notifications itself can feel unsettling, and the value of our days seems to depend on the number of alerts we receive. Meanwhile, those empty moments that once allowed us to observe, imagine, or reflect are quickly filled with yet another glance at a screen.

Perhaps, the greatest tyranny of notifications lies not in the sound they make, but in the power they exert over us. With every vibration, we surrender a little of our time and attention—two of the most valuable resources we possess. Could it be that true digital freedom consists not in responding more promptly to our devices, but in responding more thoughtfully to the life unfolding around us?

segunda-feira, 15 de junho de 2026

CRÔNICA | A tirania das notificações

O celular vibra. Às vezes, é uma mensagem importante. Na maioria das vezes, não. Ainda assim, interrompemos a conversa, desviamos o olhar do livro ou suspendemos o pensamento. Tornamo-nos reféns de pequenos chamados eletrônicos que surgem a qualquer hora, exigindo atenção imediata. A tecnologia prometeu nos aproximar do mundo, mas, em muitos momentos, apenas fragmentou nossa capacidade de permanecer presentes.

Houve um tempo em que o silêncio fazia parte da rotina. Esperávamos cartas, retornos telefônicos ou notícias que chegavam no seu próprio ritmo. Hoje, qualquer demora de alguns minutos pode gerar ansiedade. A ausência de notificações chega a causar estranhamento, e o valor de nossos dias parece depender da quantidade de alertas recebidos. Enquanto isso, os instantes vazios, que antes serviam para observar, imaginar ou refletir, são rapidamente preenchidos por mais uma olhada na tela.

Talvez, a maior tirania das notificações não esteja no som que elas produzem, mas sim no poder que exercem sobre nós. A cada vibração, cedemos um pouco do nosso tempo e da nossa atenção, dois dos recursos mais valiosos que possuímos. Será que a verdadeira liberdade digital não consiste em responder menos prontamente aos aparelhos e mais cuidadosamente à vida que acontece ao nosso redor?

segunda-feira, 1 de junho de 2026

O bom português nosso de cada dia

Tenho a alegria de apresentar minha nova apostila: "O bom português nosso de cada dia - Pequenas lições para uma comunicação elegante". É um material pensado para quem deseja falar e escrever melhor no dia a dia, de forma prática, leve e acessível.

Nesta apostila, você encontrará:

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Tudo isso em uma linguagem simples, objetiva e agradável, porque pequenos ajustes nas palavras fazem grande diferença na maneira como nos comunicamos.

Material ideal para estudantes, professores, concurseiros e amantes da língua portuguesa.

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